quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Verdades da Profissão de Professor
                                                                          
Ninguém nega o valor da educação e
que um bom professor é imprescindível.
Mas, ainda que desejem bons professores
para seus filhos, poucos pais desejam que
seus filhos sejam professores. Isso nos
mostra o reconhecimento que o trabalho
de educar é duro, difícil e necessário, mas
que permitimos que esses profissionais
continuem sendo desvalorizados.
Apesar de mal remunerados, com baixo
prestígio social e responsabilizados pelo
fracasso da educação, grande parte resiste
e continua apaixonada pelo seu trabalho.
A data é um convite para que todos,
pais, alunos, sociedade, repensemos
nossos papéis e nossas atitudes,
pois com elas demonstramos o compromisso
com a educação que queremos.
Aos professores, fica o convite para que não
descuidem de sua missão de educar, nem
desanimem diante dos desafios, nem deixem
de educar as pessoas para serem “águias” e
não apenas “galinhas”.
Pois, se a educação sozinha não transforma
a sociedade, sem ela, tampouco,
a sociedade muda.
                                                Paulo Freire

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Aos meus colegas de profissão!!!

                 

                  CORA CORALINA SABIAMENTE DISSE...

 

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O que é ser professor ?

Ser professor
é professar a fé
e a certeza de que tudo
terá valido a pena
se o aluno sentir-se feliz
pelo que aprender com você
e pelo que ele lhe ensinou...

Ser professor é consumir horas e horas
pensando em cada detalhe daquela aula que,
mesmo ocorrendo todos os dias,
a cada dia é única e original...

Ser professor é entrar cansado numa sala de aula e,
diante da reação da turma,
transformar o cansaço numa aventura maravilhosa de ensinar e aprender...

Ser professor é importar-se com o outro numa dimensão de quem cultiva uma planta muito
rara que necessita de atenção, amor e cuidado.

Ser professor é ter a capacidade de "sair de cena, sem sair do espetáculo".

Ser professor é apontar caminhos,
mas deixar que o aluno caminhe com seus próprios pés...

                  PARABÉNS A VOCÊ... MESTRE!!!



Professoras Doras e Carmosinas

                               

                                   DORAS E CARMOSINAS 

 

                                          Fernanda Montenegro

 Esse texto foi lido por Fernanda Montenegro quando recebeu do então Presidente Fernando Henrique merecida homenagem pela premiação do filme dirigido por Walter Salles, Central do Brasil, onde ela vive a personagem principal, uma professora que vive de escrever cartas para analfabetos na estação Central do Brasil no Rio de Janeiro.
Leiam vale a pena!!!

Há momentos em que os anos vividos nos obrigam olhar em volta e fazer uma revisão das nossas perdas e dos nossos danos. Se hoje estou sendo agraciada com a mais alta condecoração de nosso país, é porque sou resultado de muitas influências e convivências. Centenas de companheiros e personagens me formaram, me educaram e estão comigo sempre. Não me refiro só a minha família de sangue, mas principalmente à minha família de opção… 

Mas existe o antes. A infância. E – porque não? O período da minha educação primária. Acho que é aí que tudo começa. Ao trabalhar o mundo da professora Dora de Central do Brasil, lá na infância é que fui buscar, na minha memória, as primeiras professoras que me alfabetizaram. Credenciadas, respeitadas, prestigiadas professoras primárias da minha infância. Professoras de escolas públicas que eu freqüentei, no subúrbio do Rio.

 Eu me lembro especialmente com muito carinho de dona Carmosina Campos de Menezes, que me alfabetizou. E mais do que isso, que me ensinou a ler, o que é um degrau acima da alfabetização. Naquele tempo, as professoras ainda se chamavam Carmosinas, Afonsinas, Ondinas. Busquei na memória a figura de Dona Carmosina para me aproximar da professora Dora (para mim, personagem não é ficção). E vi como seria trágico se a minha tão prestigiada e amada Dona Carmosina viesse a se transformar, por carências existenciais e sociais, numa endurecida e miserável Dora. Foi essa visão de tantas perdas que me deu o emocional da cena final do filme quando Dora escreve “tenho saudade de tudo”.

Saudade é uma palavra forte e uma forma profunda de chamamento, de invocação. Entre Carmosina e Dora lá se vão sessenta anos. Penso que minha vocação de atriz foi sensibilizada a partir das leituras em voz alta, leituras muito exigidas, cuidadas, orgânicas, que nós alunos fazíamos usando os livros de português do antigo curso primário. As primeiras coisas que decorei na vida foram dois poemas que Dora Carmosina mandou (é essa a palavra, mandou) que decorássemos nas férias de dezembro: “Meus oito anos” de Casimiro de Abreu e “Canção do exílio” de Gonçalves Dias. Na volta das férias naquele ano de 1937, eu, mesmo tímida, envergonhada e encantada declamei: “Oh! Que saudades eu tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida que os anos não trazem mais. Que amor, que sonhos, que flores, naquelas tardes fagueiras, à sombra das bananeiras, debaixo dos laranjais”. Essas bananeiras e esses laranjais não eram licença poética. Os subúrbios de nossas cidades ainda não tinham sofrido essa degradação ambiental que infelizmente se fez presente com o passar dos anos. Vi muitos Brasis entre esses meus oito anos, os oitos anos do poeta e essas duas mulheres: Carmosina e Dora. Vejo essa passagem de tempo, claro, com alegrias e ganhos, mas também com muitas perdas e dor. Sou atriz e confesso a minha deformação profissional: esse sentimento de perdas, essa nostalgia me ajudaram a resgatar o emocional dessa desprotegida e amarga Dora ao intuir que dentro dessas Doras desiludidas existe sempre uma Carmosina à espera de um ombro e de um socorro.

 Senhor Presidente, nesta nossa confraternização de artistas e autoridades como não lembrar o milagre que a educação e a cultura produzem em todo ser humano. É este, me parece, o espírito que nos une aqui, neste espaço, e por estarmos diante da mais alta autoridade de nosso país, que é Vossa Excelência, a herança cultural da reivindicação artística e social se apresenta…Mas, Vossa Excelência é um democrata e um professor, por isso peço a Vossa Excelência me dar o direito de não resistir, mesmo porque acredito que estamos numa concordância de vontades. Senhor presidente, precisamos urgentemente de muitas, muitas Carmosinas e, se possível nenhuma Dora. Vossa Excelência tem poder para transformar as Doras em Carmosinas. O país lhe deu esse poder. Eu tenho um sonho que certamente é também um sonho de Vossa Excelência e de muitos, muitos brasileiros. Eu tenho um sonho (parodiando o notável reverendo americano) que um dia, realmente, todas as desesperadas Doras serão resgatadas desses ônibus perdidos que atravessam esse nosso sertão de miséria e que a elas será dado nem que seja uma parcela daquele reconhecimento e respeito social das professoras Carmosinas da minha infância. Doras com visão de futuro, com auto-estima, economicamente ajustadas. Professoras Doras inventivas, confiantes, no seu magistério para que possam ser amadas como seres humanos e (por que não?) como personagens também. Muito amadas e lembradas por todos os Vinícius e todos os Josués de nosso país. Mesmo assim prefiro as Carmosinas… Que Dora compreenda e me perdoe. Vale a troca. Para o fortalecimento da nossa educação, da nossa cultura, vale a pena, senhor presidente, se a nossa alma, isto é, se a realização do sonho de todos nós, se essa realização não for pequena. Faço de Dora e Carmosina minhas companheiras neste meu agradecimento. Ignorá-las seria desprezar a minha e a realidade da minha, não digo velhice, mas da minha madureza.
Fernanda Montenegro






terça-feira, 11 de outubro de 2011

Enem

Ministério da Educação lança site para tirar dúvidas sobre o Enem

Página reúne informações como documentos aceitos, objetos proibidos e instruções para a data

O Ministério da Educação lançou uma página para tirar dúvidas sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O site traz informações sobre quais documentos serão aceitos para a realização do exame, os objetos que deve levar e aqueles que não serão permitidos e ainda detalha as provas. É possível também conferir dicas para o estudante se programar e participar do processo com tranquilidade.


Foto: Reprodução
Capa do site do Inep com tira dúvidas sobre o Enem

A página traz ainda acesso ao endereço onde o inscrito pode conferir o município no qual fará a prova e imprimir o cartão de confirmação de inscrição. O candidato pode também assistir a um vídeo de três minutos com as principais orientações sobre o processo.

Acesse a página aqui

Para ter acesso ao local de prova, é preciso informar o CPF e senha cadastrados no momento da inscrição. No caso de esquecimento da senha, basta seguir o passo a passo do manual de recuperação, contido na própria página.
O Enem será realizado em 1.599 municípios de todo o Brasil. Farão as provas 5.366.780 pessoas, em 22 e 23 de outubro. Recomenda-se que os estudantes cheguem até meio-dia ao local de prova. Os portões de acesso serão fechados pontualmente às 13h, horário de Brasília.

Leia também

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O legado de Paulo Freire

O legado de Paulo Freire

A maior referência em educação popular na América Latina completaria 90 anos em setembro. Confira nos conteúdos abaixo um pouco da vida, da obra e a contribuição de Paulo Freire para a Educação brasileira

1-Paulo Freire, o mentor da educação para a consciência

O mais célebre educador brasileiro, autor da pedagogia do oprimido, defendia como objetivo da escola ensinar o aluno a "ler o mundo" para poder transformá-lo


Paulo Freire. Foto: Mauricio Nahas
Paulo Freire
Paulo Freire (1921-1997) foi o mais célebre educador brasileiro, com atuação e reconhecimento internacionais. Conhecido principalmente pelo método de alfabetização de adultos que leva seu nome, ele desenvolveu um pensamento pedagógico assumidamente político. Para Freire, o objetivo maior da educação é conscientizar o aluno. Isso significa, em relação às parcelas desfavorecidas da sociedade, levá-las a entender sua situação de oprimidas e agir em favor da própria libertação. O principal livro de Freire se intitula justamente Pedagogia do Oprimido e os conceitos nele contidos baseiam boa parte do conjunto de sua obra.

Ao propor uma prática de sala de aula que pudesse desenvolver a criticidade dos alunos, Freire condenava o ensino oferecido pela ampla maioria das escolas (isto é, as "escolas burguesas"), que ele qualificou de educação bancária. Nela, segundo Freire, o professor age como quem deposita conhecimento num aluno apenas receptivo, dócil. Em outras palavras, o saber é visto como uma doação dos que se julgam seus detentores. Trata-se, para Freire, de uma escola alienante, mas não menos ideologizada do que a que ele propunha para despertar a consciência dos oprimidos. "Sua tônica fundamentalmente reside em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade", escreveu o educador. Ele dizia que, enquanto a escola conservadora procura acomodar os alunos ao mundo existente, a educação que defendia tinha a intenção de inquietá-los.
Continue lendo a reportagem
Fonte:http://revistaescola.abril.com.br

Prova Brasil

Tudo sobre a Prova Brasil 2011

Conheça os detalhes da avaliação nacional que será realizada entre 7 e 18 de novembro


Prova Brasil
 
Reportagens

Como preparar a escola para a Prova Brasil

Especialistas comentam o que deve ser feito para que a escola tenha um bom desempenho na avaliação externa


Saiba mais sobre a Prova Brasil 2011
Foto: Marcelo Almeida
Entre os próximos dias 7 e 18 de novembro, os alunos de 5º e 9º anos (ou da 4ª e 8ª séries) de todas as escolas públicas urbanas e rurais do país com mais de 20 estudantes por turma realizarão a Prova Brasil. Pensando em fazer com que a escola tenha um bom desempenho, há gestores que incentivam os professores a aplicar simulados e até mesmo a treinar as turmas para o teste por meio da repetição. Por melhor que seja a intenção, trata-se de um grande equívoco. "Esse exame tem por objetivo avaliar competências de Língua Portuguesa e Matemática que são construídas ao longo do tempo e se solidificam somente com um bom trabalho pedagógico - e não com exercícios mecânicos", alerta Jussara Hoffmann, autora de livros sobre avaliação e diretora da Editora Mediação, em Porto Alegre.
A preparação para o exame deve, portanto, ser de outra natureza: esclarecer todos os integrantes da comunidade escolar a respeito do que é a avaliação, garantir a organização interna para a realização da prova e saber como utilizar os resultados em benefício dos processos de ensino e aprendizagem (leia a reportagem 7 ações para aproveitar bem a Prova Brasil). Como lembra Maria do Pilar Lacerda, secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), "uma avaliação só faz sentido quando leva à reflexão e à transformação da prática pedagógica. Não basta ser uma mera constatação. Precisa ser uma provocação para a equipe pensar a respeito do que está dando certo e do que ainda pode melhorar a fim de assegurar de fato a aprendizagem de todos os alunos".
Também em novembro, parte das escolas brasileiras é selecionada para participar do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que oferece um resultado amostral das mesmas séries avaliadas pela Prova Brasil mais o 3º ano do Ensino Médio (leia sobre as diferenças dos exames no quadro abaixo). As notas dessas avaliações são usadas para compor o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), instrumento que o governo federal tem utilizado para definir políticas públicas destinadas à melhoria da Educação em nosso país.
Nesse sentido, também é preciso cautela para não cair na tentação de pautar o currículo escolar somente pela busca de um Ideb cada vez melhor. "Toda escola precisa ter um sistema próprio de avaliação, de acordo com as metas estabelecidas em seu projeto político-pedagógico (PPP). Exames internos e externos devem, portanto, ser usados de maneira complementar", diz Maria Amabile Mansutti, coordenadora técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). Dessa forma, a equipe gestora contribui para criar uma cultura institucional que realmente vê a avaliação, qualquer que seja ela, não como uma forma de punir e responsabilizar um ou outro educador, mas como uma ferramenta formativa a serviço do aprimoramento das estratégias de trabalho.
Avaliações nacionais

Em 1990, o Saeb surgiu para levantar dados sobre a Educação nas regiões geográficas e nos estados brasileiros. Já em 2005, a Prova Brasil foi criada para oferecer dados mais específicos sobre os municípios e as escolas. A partir de 2007, os dois exames passaram a ser realizados em conjunto.
Conheça os detalhes:

Prova BrasilSaeb
A quem se destinaAlunos de 5º e 9º anos do Ensino FundamentalAlunos de 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e do 3º ano do Ensino Médio
Escolas participantesUnidades públicas de áreas urbanas e ruraisUnidades públicas e privadas de áreas urbanas e rurais
AlcanceUniversal - todos os estudantes das séries indicadas fazem a provaAmostral - apenas uma parte dos alunos das séries avaliadas participa do exame
AplicaçãoUma parcela das escolas participantes compõe os resultados do SaebTodos fazem a Prova Brasil e, por meio de um recorte, chega-se aos números do Saeb
 
 

7 ações para aproveitar bem a Prova Brasil

Como organizar a aplicação do exame, orientar alunos e professores e usar os resultados a favor da aprendizagem

Noemia Lopes

Saiba mais sobre a Prova Brasil 2011


1- Conhecer o exame em detalhes
Todo diretor escolar precisa se informar sobre a prova, seus objetivos e suas características. O portal do MEC disponibiliza uma breve apresentação a respeito da avaliação, as matrizes de referência do exame e modelos de exercícios.
Outra boa fonte de informação é o site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com o histórico das avaliações externas, legislação e menus específicos para gestores, professores e pais. "É preciso analisar ainda o histórico da própria escola, avaliar a evolução dos resultados e até mesmo observar os dados obtidos por outras instituições da cidade ou região. Além disso, vale consultar livros e pesquisas que abordem temas relativos aos exames externos", sugere Maria Amabile.
Continue lendo nesta reportagem
Outras Reportagens

 
 
 
 
Língua Portuguesa - 5º ano | 22 questões analisadas 







 
 
Matemática - 5º ano | 22 questões analisadas 







Língua Portuguesa - 9º ano | 26 questões analisadas 






 
 
Matemática - 9º ano | 26 questões analisadas 





  
http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/prova-brasil-como-preparar-escola-638494.shtml















terça-feira, 6 de setembro de 2011

Planos de aula


      Planos de aula por segmento

Educação Infantil

Ensino Fundamental 1

Ensino Fundamental 2

Ensino Médio

 

              Planos de aula em destaque

Creche - do berçário aos 3 anos

Pré-escola - 4 e 5 anos

Ensino Médio

Roteiros didáticos

Ensino Fundamental 1 - 1º a 5º ano

Ensino Fundamental 2 - 6º a 9º ano